Os jovens que estão chegando às salas de aula estão cada vez mais antenados e conectados, graças à internet. Mas e o ensino? Ele evoluiu? Sim! Hoje é possível proporcionar um ensino mais ativo e dinâmico aos aprendizes através de várias estratégias. Uma delas é o uso do simulador gerencial.

Os jogos têm um papel muito importante na rotina dos estudantes dessas novas gerações, já que estimulam a participação ativa e permitem que os alunos desempenhem um papel significativo nas tarefas.

Ficou interessado em saber mais sobre o simulador gerencial e em como inseri-lo nas salas de aula? Então continue acompanhando e aprenda a renovar as estratégias e a desenvolvê-las na educação. Boa leitura!

O que é o simulador gerencial e como ele funciona?

O simulador gerencial, também conhecido jogos empresariais, pode ser usado em cursos de várias áreas de formação profissional que tenham como objetivo desenvolver o conhecimento sobre gestão de negócios e empreendedorismo.

É extremamente comum que as instituições utilizem os jogos como uma atividade de extensão ou complementar. Os jogos ou simuladores de negócio são considerados ferramentas de apoio ao processo de aprendizagem dos alunos, uma vez que permitem estabelecer um ambiente virtual de negócio para que os estudantes tenham a oportunidade de participar e aprender, por meio de melhorias e decisões no processo de gestão de uma empresa.

Vale frisar que a instituição pode criar uma disciplina à distância ou presencial de 20 a 40 horas/aula para cumprir o objetivo. Assim, além de contribuir para a conclusão das atividades obrigatórias e para a aprendizagem, cria também uma oportunidade para a instituição de ensino.

E, claro, a indicação de tal atividade é especialmente significativa como exercício de preparação para o uso do simulador em disciplinas obrigatórias de simulação gerencial, quando o jogo será mais desafiador e complexo. A recomendação, portanto, é que se faça o uso de um jogo mais simples nessa fase preparatória.

Como o simulador pode ser aplicado em sala de aula?

Os jogos empresariais podem ser usados no processo de ensino e aprendizagem de três maneiras diferentes, dependendo da aptidão do professor que vai conduzir o processo.

Em um nível mais básico, os alunos vão tomar decisões que serão submetidas ao simulador gerencial, o qual vai gerar os relatórios de resultados que deverão ser analisados pelos estudantes. Nesse ambiente, o propósito é que os alunos tomem as decisões na base da tentativa e erro, focando na decifração das regras do simulador.

Evolução mais eficiente é a que vai inserir o conceito de ‘jogo de empresa’. Trata-se de um elemento não tangível que constitui o processo de tomada de decisão em uma situação de assimetria, incerteza, incidentes críticos e de competição. A evolução do simulador gerencial para o jogo vai permitir um desenho de um processo de aprendizagem com mais significado, envolvimento emocional e engajamento dos alunos.

Uma inovação recente na maneira de aplicar os jogos está no conceito de Laboratório de Gestão. Nele é criado um ambiente de prática de teorias, trabalhando-se com o desenvolvimento de pesquisas aplicadas.

Dessa forma, torna-se possível determinar uma síntese de conhecimento e os objetivos de aprendizagem de avaliação. Lembrando que, nas vivências conduzidas dentro do Laboratório de Gestão, os estudantes serão convidados a praticar os conceitos na posição de gestores e a produzir uma pesquisa aplicada, a qual será registrada no formato de um artigo, com o apoio dos docentes.

É importante reforçar que a forma como os jogos serão inseridos nas salas de aulas depende, sobretudo, do repertório dos educadores, profissionais que raramente são preparados para usar com proficiência essa nova linguagem de ensino.

Além da rapidez com que novos simuladores vêm sendo criados, nos dias de hoje, pode-se perceber a importância dos jogos no ensino pela quantidade de instituições que se propõem a reunir professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto e a desenvolver o tema. Nas últimas décadas, foram criadas várias associações especializadas na disseminação e no estudo do uso dos jogos no ensino.

É fundamental, tanto para as instituições quanto para os aprendizes, que esse ensino continue sendo privilegiado nas aulas, pois assim os alunos terão a possibilidade de aprender na prática e saírem preparados para o mercado de trabalho.

Quais são os impactos do simulador gerencial no ensino?

Os professores já devem saber que a aprendizagem jamais vai acontecer na passividade. Não importa a disciplina, o método educacional ou a cultura dos estudantes, o aprendizado sempre vai precisar do aluno no papel de sujeito.

Sendo assim, pode-se afirmar que é cada vez mais evidente a incapacidade do ensino que coloca o aprendiz em uma postura passiva em aulas que são praticamente expositivas.

Não se justifica utilizar uma didática totalmente centrada na exposição de conteúdos, sem o diálogo com os estudantes, seja por sua ineficiência, seja por sua ineficácia. Mesmo as aulas expositivas de qualidade já encontram muitos desafios de aceitação em face da preferência cada vez maior por aulas mais dinâmicas e interativas.

Então, conduzir um processo de aprendizagem nas aulas com equilíbrio entre reflexão e ação apresenta-se, hoje, como um relevante desafio para o docente. Por isso, é  indispensável que os professores adotem o uso dos jogos, uma vez que ajudam a engajar os estudantes por serem divertidos e, claro, por trazerem satisfação.

A diversão de que falamos não está apenas relacionada a passatempos ou entretenimento. As atividades abaixo podem produzir nos alunos respostas emocionais que são capazes de satisfazer, divertir e engajar:

  • resolver problemas (alcançar desafios);
  • vencer;
  • explorar (descobrir o novo);
  • colecionar itens;
  • receber reconhecimento alheio;
  • triunfar sobre os outros;
  • trabalhar em equipe (colaborar e cooperar com outros);
  • usar a imaginação;
  • ser surpreendido;
  • compartilhar (ser altruísta);

Quando se cria condições capazes de levar ao engajamento dos alunos, eles passam a assumir papéis de agentes do seu próprio aprendizado. Dessa forma, o processo vai conseguir quebrar as barreiras de espaço e de tempo da sala de aula tradicional.

Os estudantes, quando realizam simulações ou jogam, estão estimulando o cérebro a pensar melhor. Ou seja, eles passam a analisar o cenário, o clima e as ações de maneira mais intuitiva, racional e criativa.

Enfim, investir em simulador gerencial nas salas de aula é extremamente vantajoso para a educação dos discentes, pois esse processo funciona como uma espécie de programa de desenvolvimento e de capacitação de habilidades e de competências. E, claro, permite integrar áreas, realizar diagnósticos, conscientizar os alunos e identificar oportunidades de melhorias, tornando-as grandes aliadas do ensino.

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