<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Diego de Oliveira Pinto, Autor em Simulare - Jogos de Empresas</title>
	<atom:link href="https://simulare.com.br/blog/author/diegopinto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://simulare.com.br/blog/author/diegopinto/</link>
	<description>A Simulare atua desde 2008 em todo o Brasil e no Exterior desenvolvendo e licenciando simuladores de gestão de negócios e jogos de empresas nos ambientes industrial, comercial e de serviços.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 05 Oct 2018 17:22:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.11</generator>

<image>
	<url>https://simulare.com.br/wp-content/uploads/simobo_invertido_laranja-150x150.png</url>
	<title>Diego de Oliveira Pinto, Autor em Simulare - Jogos de Empresas</title>
	<link>https://simulare.com.br/blog/author/diegopinto/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Novo Marco Regulatório do Ensino Superior: tudo o que você precisa saber!</title>
		<link>https://simulare.com.br/blog/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/</link>
					<comments>https://simulare.com.br/blog/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego de Oliveira Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2018 18:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Superior]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://simulare.com.br/?p=2725</guid>

					<description><![CDATA[<p>Veja neste post, o que diz o novo marco regulatório do ensino superior, as principais inovações e o futuro da educação.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://simulare.com.br/blog/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/">Novo Marco Regulatório do Ensino Superior: tudo o que você precisa saber!</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://simulare.com.br">Simulare - Jogos de Empresas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="https://blog.lyceum.com.br/educacao-hibrida-disruptiva-e-colaborativa-os-desafios-do-seculo-xxi/" target="_blank" rel="noopener">Educação</a> vem sendo constantemente transformada ao longo das décadas. Novas metodologias, legislações e tecnologias são criadas com o objetivo de aprimorar a aprendizagem e melhorar a rotina em sala de aula. Nesse contexto, o novo marco regulatório do Ensino Superior surge com importantes modificações.</p>
<p>Levando isso em conta, estamos compartilhando este conteúdo com o propósito de mostrar as principais alterações e proposições ligadas à legislação. Leia o texto até o fim para saber mais a respeito.</p>
<div id="toc_container" class="toc_transparent no_bullets contracted">
<p class="toc_title"><span style="color: #333333; font-size: 26px;">O que diz o novo marco regulatório do Ensino Superior?</span></p>
</div>
<p>Antes de tudo, é fundamental explicar do que se trata o novo marco. Ele consiste, principalmente, nas mudanças indicadas pelo <a href="http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2017/decreto-9235-15-dezembro-2017-785940-publicacaooriginal-154513-pe.html" target="_blank" rel="noopener">Decreto 9.235</a>, de 15 de dezembro de 2017, que foi sancionado pelo Presidente da República. O novo documento tem a missão de substituir o Decreto 5.773, de 2006.</p>
<p>Suas propostas englobam a supervisão, a regulação e a avaliação das instituições e dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu, sejam presenciais, sejam a distância. Isto é: abrangem uma série de aspectos associados ao Ensino Superior e ao funcionamento das Instituições de Ensino Superior (IES).</p>
<p>As finalidades do Decreto são:</p>
<ul>
<li>garantir o padrão de qualidade das organizações e dos cursos;</li>
<li>estimular o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;</li>
<li>promover a igualdade de condições de acesso;</li>
<li>propiciar uma melhor coexistência entre IES públicas e privadas.</li>
</ul>
<h3><span id="O_futuro_da_Educacao">O futuro da Educação</span></h3>
<p>Vale ressaltar que boa parte das mudanças se associa aos critérios de avaliação institucional, aplicados pelo MEC (Ministério da Educação) por meio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A tendência é que as organizações que buscam pela inovação, seja estrutural, seja em suas metodologias, possam ser mais bem avaliadas.</p>
<p><a href="http://www.semesp.org.br/wp-content/uploads/2018/01/Resultados-processos-avaliacao-institucional-melhorados-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Essa análise</a>, feita pelo Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) em parceria com a Expertise Educação, auxilia na compreensão não só do Decreto 9.235, mas também de outro dispositivo legal recente: a Portaria Normativa 11, de 21 de junho de 2017, que regulamentou o Decreto 9.057, de 25 de maio de 2017.</p>
<p>Por meio da pesquisa, os novos documentos foram comparados aos antigos instrumentos de avaliação de cursos, de credenciamento e recredenciamento. De acordo com os dados levantados, termos como “inovação”, “tecnologia”, “aprendizagem”, “empreendedorismo” e interdisciplinaridade” são citados mais vezes nas proposições atuais. A diferença chega a ser discrepante em alguns casos.</p>
<p>Esses detalhes dão uma pequena medida do que simbolizam as modificações regulatórias. Dar mais atenção às <a href="https://blog.lyceum.com.br/tecnologias-para-instituicoes-de-ensino/" target="_blank" rel="noopener">tecnologias para instituições de ensino</a>, por exemplo, deve ser uma preocupação dos gestores acadêmicos. Novos caminhos para o aprendizado, como a adoção de metodologias ativas, também serão bem-vindos.</p>
<p>Na próxima seção do texto, destacaremos as principais inovações trazidas pelo Decreto 9.235. Assim, será possível notar como a inserção de novos vocábulos na regulamentação e a maior menção a determinados conceitos, de fato, interferem nas organizações.</p>
<h2><span id="Quais_sao_as_principais_inovacoes_destacadas">Quais são as principais inovações destacadas?</span></h2>
<h3><span id="Credenciamentos_e_recredenciamentos" tabindex="-1">Credenciamentos e recredenciamentos</span></h3>
<p>Com as alterações, os instrumentos de credenciamento e recredenciamento ou TOA (Transformação de Organização Acadêmica) atenderão cursos nas seguintes modalidades:</p>
<ul>
<li>presenciais;</li>
<li>EAD (Educação a Distância) sem previsão de polos;</li>
<li>EAD com previsão de polos;</li>
<li>presencial e EAD, também conhecido como <a href="https://simulare.com.br/blog/ensino-hibrido-descubra-como-utiliza-lo/" target="_blank" rel="noopener">ensino híbrido</a>.</li>
</ul>
<p>A forma de atribuir o Conceito Institucional foi mantida. Ou seja, as notas continuam variando entre 1 (não atendido) e 5 (excelente). É preciso frisar que não haverá mais a necessidade da confecção do relato institucional para avaliação de credenciamento. Apesar disso, ele continua sendo necessário para o recredenciamento.</p>
<p>Nos processos avaliativos, os mesmos eixos serão considerados como critérios pelo SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Porém, houve uma modificação nos pesos de alguns deles:</p>
<ul>
<li>Eixo 1: Planejamento e Avaliação Institucional (continua tendo peso 10);</li>
<li>Eixo 2: Desenvolvimento Institucional (subiu de 20 para 30);</li>
<li>Eixo 3: Políticas Acadêmicas (foi mantido em 20);</li>
<li>Eixo 4: Políticas de Gestão (continua em 20);</li>
<li>Eixo 5: Infraestrutura (diminuiu de 30 para 20).</li>
</ul>
<h4>Eixo 1</h4>
<p>Nesse âmbito, é oportuno destacar as mudanças na avaliação do Eixo 1 (Planejamento e Avaliação Institucional). O instrumento novo busca as mesmas coisas que o antigo buscava, com exceção do já mencionado relato institucional. Além disso, ele procura avaliar estes outros aspectos:</p>
<ul>
<li>a previsão/ocorrência de sensibilização da comunidade acadêmica para o processo de autoavaliação institucional;</li>
<li>os instrumentos diversificados de coleta de dados;</li>
<li>as estratégias para o engajamento crescente dos atores no processo de autoavaliação;</li>
<li>a apropriação dos resultados pela comunidade acadêmica;</li>
<li>o impacto gerado pelas autoavaliações no processo de gestão institucional e as mudanças inovadoras por ele promovidas.</li>
</ul>
<h4>Eixo 2</h4>
<p>A avaliação do Eixo 2 (Desenvolvimento Institucional), por sua vez, tem a finalidade de analisar o <a href="http://www2.mec.gov.br/sapiens/Form_PDI.htm" target="_blank" rel="noopener" class="broken_link">PDI</a> (Plano de Desenvolvimento Institucional) da organização. Anteriormente, as políticas propostas eram ponderadas em si mesmas. Agora, a ideia é averiguar se há um real alinhamento entre elas. Para se obter um bom resultado nesse Eixo, é preciso cuidar destes fatores:</p>
<ul>
<li>práticas de ensino que incorporem os avanços tecnológicos;</li>
<li>inserção de metodologias que abarquem a interdisciplinaridade;</li>
<li>práticas de pesquisa, inovação tecnológica, desenvolvimento artístico e cultural vinculado às linhas de pesquisa ligadas ao PDI;</li>
<li>ações inovadoras e transversais aos cursos ofertados, capazes de articular as políticas institucionais;</li>
<li>transmissão dos resultados para a comunidade;</li>
<li>políticas para o EAD que considerem a realidade tecnológica e social dos locais onde ficam os Polos.</li>
</ul>
<h4>Eixo 3</h4>
<p>O Eixo 3 (Políticas Acadêmicas) é formado por 10 indicadores, sendo que cerca de 80% deles são focados em ações e práticas inovadoras. O único item que não sofreu nenhuma mudança foi o Estímulo à Produção Discente, o restante tem novidades a serem consideradas pelos processos avaliativos. São elas:</p>
<ul>
<li><strong>Ensino</strong>: conceito CAPES para stricto sensu; percentual de mestres e doutores no lato sensu; atualização curricular sistemática; programas de monitoria e nivelamento transversais a todos os cursos;</li>
<li><strong>Pesquisa, Iniciação Científica, Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Artístico e Cultural</strong>: programas de bolsas mantidos com recursos próprios e de agências de fomento;</li>
<li><strong>Extensão</strong>: melhorias sociais realizadas na comunidade externa;</li>
<li><strong>Estímulo à Produção Docente</strong>: indexação de revistas no <a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/index.jsf;jsessionid=-YRuLzB9eCpvNQzr6AqbH7ng.sucupira-218#" target="_blank" rel="noopener">Qualis</a>;</li>
<li><strong>Acompanhamento de Egressos</strong>: estudo comparativo entre a atuação do egresso e a formação recebida;</li>
<li><strong>Atendimento ao Discente</strong>: intermediação e acompanhamento de estágios não obrigatórios e remunerados; apoio psicopedagógico; atendimento ao discente em todos os setores da instituição;</li>
<li><strong>Comunicação Externa</strong>: transparência nos resultados das avaliações internas e externas e instância específica atuando transversalmente às áreas;</li>
<li><strong>Comunicação Interna</strong>: canais impressos e virtuais, que possam ser acessados por todos os membros da comunidade acadêmica e estímulo à manifestação da comunidade;</li>
<li><strong>Internacionalização</strong>: coordenação feita por um grupo regulamentado e sistematização de acordos e convênios internacionais para a mobilidade de alunos e professores.</li>
</ul>
<h4>Eixo 4</h4>
<p>O Eixo 4 (Políticas de Gestão) conta com 7 indicadores, sendo que todos eles têm alterações significativas a serem avaliadas. Confira, logo abaixo, quais são:</p>
<ul>
<li><strong>Política de Capacitação Docente e Formação Continuada</strong>: formação continuada e qualificação acadêmica em programas de mestrado e doutorado, com práticas regulamentadas;</li>
<li><strong>Política de Capacitação e Formação Continuada para o corpo técnico-administrativo</strong>: formação continuada e a qualificação acadêmica na graduação e/ou em programas de pós-graduação, com práticas regulamentadas;</li>
<li><strong>Política de Capacitação e Formação Continuada para o corpo de tutores presenciais e a distância</strong>: qualificação acadêmica na graduação e/ou em programas de pós-graduação, com práticas regulamentadas;</li>
<li><strong>Processos de Gestão Institucional</strong>: sistematização e divulgação das decisões colegiadas e apropriação pela comunidade interna;</li>
<li><strong>Sistema de Controle de Produção e Distribuição de Material Didático</strong>: equipe multidisciplinar; estratégias que garantam a acessibilidade comunicacional; disponibilização por meio de diferentes mídias, suportes e linguagens; plano de atualização do material didático e apoio à produção de material autoral pelo corpo docente;</li>
<li><strong>Sustentabilidade financeira (participação da comunidade interna)</strong>: orçamento analisado por instância gestora e acadêmica da IES, com orientação na tomada de decisões;</li>
<li><strong>Sustentabilidade financeira (relação com o desenvolvimento institucional</strong><strong>)</strong>: ampliação e fortalecimento de fontes captadoras de recursos; estudos para monitoramento e acompanhamento da distribuição de créditos e indicadores de desempenho institucionalizados.</li>
</ul>
<h4>Eixo 5</h4>
<p>O Eixo 5 (Infraestrutura) também sofreu algumas modificações relevantes. Segundo novo instrumento de avaliação, os seguintes pontos serão considerados:</p>
<ul>
<li>instalações administrativas;</li>
<li>salas de aula alinhadas às propostas de inovação tecnológica;</li>
<li>auditórios com recursos tecnológicos e videoconferência;</li>
<li>recursos da sala de professores;</li>
<li>espaço para atendimento à comunidade discente;</li>
<li>infraestrutura física e tecnológica destinada à Comissão Própria de Avaliação (CPA);</li>
<li>fraldário e banheiros familiares;</li>
<li>biblioteca (parte física e plano de atualização do acervo);</li>
<li>recursos de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) voltados à relação ensino-aprendizagem;</li>
<li>estrutura de laboratórios, ambientes e cenários para práticas didáticas;</li>
<li>espaços de convivência e alimentação;</li>
<li>estrutura dos polos EAD;</li>
<li>infraestrutura tecnológica (segurança da informação, disponibilidade e escalabilidade);</li>
<li>infraestrutura de execução e suporte;</li>
<li>plano de expansão e atualização de equipamentos;</li>
<li>Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) integrado com sistema acadêmico;</li>
<li>acessibilidade plena;</li>
<li>interação permitida pelos espaços;</li>
<li>soluções inovadoras nos espaços;</li>
<li>gerenciamento de manutenção e segurança patrimoniais.</li>
</ul>
<p>Para obter uma boa conceituação (4, no mínimo) em um processo de credenciamento ou recredenciamento, é preciso contar com a colaboração dos gestores — técnicos e administrativos. Cabe a eles conduzir a elaboração e a fiscalização das políticas institucionais. Para isso, as ideias em torno da <a href="https://blog.lyceum.com.br/governanca-corporativa-em-instituicoes-de-ensino/" target="_blank" rel="noopener">governança corporativa</a> devem ser adaptadas para o contexto educacional.</p>
<p>Além disso, é preciso registrar todas as ações realizadas, bem como seus impactos, e ter total comprometimento com a execução das propostas. Portanto, é fundamental contar com uma CPA atuante e sustentar um PDI coerente com missão, visão, objetivos e estratégias da IES.</p>
<h3><span id="Avaliacao_de_cursos_presenciais_e_a_distancia">Avaliação de cursos presenciais e a distância</span></h3>
<p>Nesse campo, as dimensões a serem avaliadas continuam as mesmas:</p>
<ul>
<li>Dimensão 1: Organização Didático-Pedagógica;</li>
<li>Dimensão 2: Corpo Docente e Tutorial;</li>
<li>Dimensão 3: Infraestrutura.</li>
</ul>
<p>No entanto, aconteceu uma mudança significativa no peso que elas têm, de modo que a primeira passou a ter peso 40 e a segunda, 30. A terceira se mantém inalterada. Sendo assim, a Dimensão 1 assume maior importância em relação ao passado.</p>
<h4>Dimensão 1</h4>
<p>Os principais aspectos dessa dimensão são:</p>
<ul>
<li>PPC (Projeto Pedagógico do Curso);</li>
<li>avaliação;</li>
<li>aprendizagem;</li>
<li>planejamento;</li>
<li>inovação;</li>
<li>ações;</li>
<li>periodicidade;</li>
<li>egresso.</li>
</ul>
<p>Para conseguir um bom desempenho no quesito, é imprescindível dispor de um PPC com clara definição das metodologias, avaliações e impactos estratégicos para a instituição. Além disso, é fundamental entender a fundo a relação entre <a href="https://blog.lyceum.com.br/ead-e-o-papel-do-professor-o-docente-sera-substituido-pelas-tecnologias/" target="_blank" rel="noopener">EAD e o papel do professor</a> e mudar o foco do ensino para a aprendizagem por meio de práticas inovadoras.</p>
<h4>Dimensão 2</h4>
<p>Na segunda dimensão, é preciso ter atenção aos seguintes elementos:</p>
<ul>
<li>os docentes devem participar da implementação do PPC;</li>
<li>o coordenador torna-se o líder da implementação do PPC, unindo todos os atores;</li>
<li>criação de uma equipe multidisciplinar;</li>
<li>os tutores assumem papel na aprendizagem dos alunos, propondo e executando estratégias de aprendizagem em parceria com os professores;</li>
<li>a titulação, o regime e a experiência profissional dos docentes.</li>
</ul>
<h4>Dimensão 3</h4>
<p>A terceira e última dimensão também foi alterada. A partir de agora, estes fatores precisam ser acompanhados bem de perto:</p>
<ul>
<li>as salas de aulas e os laboratórios devem permitir distintas situações de ensino-aprendizagem;</li>
<li>a diferenciação entre os laboratórios didáticos de formação básica e os de formação específica;</li>
<li>a integração dos espaços físicos de gestão do curso, de modo que propiciem uma melhor administração dos processos acadêmicos;</li>
<li>o acervo pode ser físico, digital ou misto, desde que esteja de acordo com a proposta do curso e tenha um plano futuro de transição para o digital;</li>
<li>os periódicos especializados deixam de funcionar como indicadores.</li>
</ul>
<p>Enfim, para receber uma boa conceituação na avaliação de cursos presenciais e a distância, a IES precisa entender melhor a <a href="https://blog.lyceum.com.br/voce-sabe-como-e-a-rotina-de-um-professor-na-ead/" target="_blank" rel="noopener">rotina do professor EAD</a> e investir fortemente em novas tecnologias e formas de comunicação.</p>
<p>Além disso, também não se pode esquecer que a avaliação da aprendizagem precisa estar alinhada às competências desejadas pelo mercado e também às indicadas pelo <a href="http://inep.gov.br/enade" target="_blank" rel="noopener" class="broken_link">Enade</a>(Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).</p>
<h2><span id="Quais_sao_os_pontos_negativos_da_regulamentacao">Quais são os pontos negativos da regulamentação?</span></h2>
<p>Apesar dos muitos avanços apresentados pelo novo marco regulatório do Ensino Superior, também é necessário ressaltar que existem alguns pontos negativos nas proposições do Decreto.</p>
<p>Segundo <a href="http://www.jacobsadvogados.com.br/single-post/2017/12/21/Decreto-92352017-o-novo-marco-regulat%C3%B3rio-da-educa%C3%A7%C3%A3o-superior" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> publicado por Edgar Jacobs, professor e advogado especializado em direito educacional, “a norma mantém ilegalidades já julgadas por tribunais”. De acordo com o autor, a exigência de regularidade fiscal para credenciamento e recredenciamento exemplifica isso muito bem.</p>
<p>Para Jacobs, os pontos ilegais do Decreto vão ainda mais além. Segundo ele, “há uma ilegalidade que já havia sido consagrada em norma do Conselho Nacional de Educação: a proibição do credenciamento especial para pós-graduação lato sensu”.</p>
<p>O especialista aponta que essa proibição feriria uma das partes do Art. 1º do Decreto, no qual está contida a declaração de finalidade da regulamentação: garantir a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.</p>
<p>Edgar vai adiante e critica o excesso de portarias e regulamentações, “que, sob pretexto de regulamentar as normas legais sobre educação superior, criaram um ambiente regulatório complexo e pontualmente crivado de ilegalidades”.</p>
<h2><span id="Como_o_marco_regulatorio_beneficia_o_Ensino_Superior">Como o marco regulatório beneficia o Ensino Superior?</span></h2>
<h3><span id="O_foco_na_aprendizagem">O foco na aprendizagem</span></h3>
<p>O novo marco beneficia o Ensino Superior de variadas maneiras, principalmente no sentido de criar políticas para atender melhor os alunos provenientes de uma <a href="http://blog.lyceum.com.br/millennials-como-atender-uma-geracao-que-esta-mudando-o-comportamento-social/" target="_blank" rel="noopener">nova geração</a>, que têm um comportamento diferente e uma outra relação com o aprendizado.</p>
<p>Isso também se nota nas considerações sobre a adaptação dos novos estudantes. Nesse ponto, o propósito é receber bem a comunidade acadêmica e fornecer todas as condições para que ela se adapte rapidamente ao ambiente de ensino e às especificidades da IES.</p>
<p>O objetivo é fazer com que os estudantes se sintam plenamente satisfeitos com o ensino recebido e desenvolvam as competências demandadas pelo mercado de trabalho. A partir disso, espera-se que a <a href="https://blog.lyceum.com.br/estrategias-para-diminuir-a-evasao-de-alunos/" target="_blank" rel="noopener">evasão</a> diminua.</p>
<h3><span id="As_avaliacoes_institucionais">As avaliações institucionais</span></h3>
<p>Para uma boa parcela dos gestores educacionais, as mudanças relativas aos instrumentos avaliadores são majoritariamente benéficas para as organizações. A impressão geral é de que o documento ficou mais flexível e apto a aceitar IES com diferentes perfis e de especificidades locais distintas.</p>
<p>Paulo Chanan, diretor de Regulação do Grupo Ser Educacional, em <a href="http://www.revistaensinosuperior.com.br/novo-ciclo/" target="_blank" rel="noopener">entrevista</a> concedida à revista Ensino Superior, diz que as melhorias são notáveis, mas novos desafios surgiram. Segundo Chanan:</p>
<blockquote><p>“É inegável que houve avanços. A avaliação era quase um check-list e agora se tornou mais sistêmica, mais contextualizada, mais respeitosa com as regionalidades. Porém, o grande desafio agora é preparar os avaliadores para essas mudanças. Eles precisarão de sensibilidade para enxergar além dos números”.</p></blockquote>
<p>Isto é: criou-se uma necessidade de preparar corretamente quem avalia, já que a obtenção de uma boa CI ultrapassa o preenchimento quantitativo de requisitos. Desse modo, a avaliação tende a ser mais subjetiva e, por consequência, mais humana.</p>
<p>Os aspectos administrativos também ganham um enfoque distinto do que tinham antigamente. Afinal, a proposição vigente pressupõe uma colaboração entre os gestores, independentemente dos setores pelos quais eles são responsáveis. Sem um alinhamento perene entre as medidas e políticas adotadas, será difícil receber boas avaliações durante os processos.</p>
<p>Enfim, as avaliações funcionarão como um estímulo para que as IES continuem se qualificando de modo uniforme. A longo prazo, a educação no país pode melhorar significativamente.</p>
<h3><span id="O_ensino_a_distancia">O ensino a distância</span></h3>
<p>A educação a distância finalmente recebeu um amparo legislativo consistente. Com ele, será possível melhorar cada vez mais o EAD em termos de ensino-aprendizagem, preparação dos docentes e tutores, <a href="https://blog.lyceum.com.br/gestao-de-polos-ead/" target="_blank" rel="noopener">gestão de polos EAD</a>, e assim por diante.</p>
<p>Além de ser uma alternativa abrangente, que dá a oportunidade de fazer uma pós ou uma graduação a milhares de brasileiros, a modalidade também apresenta um crescimento exponencial.</p>
<p>De acordo com dados divulgados pelo <a href="http://www.abed.org.br/site/pt/midiateca/censo_ead/" target="_blank" rel="noopener">Censo EAD.BR</a>, que é organizado pela ABED, (Associação Brasileira de Educação a Distância), houve um aumento de 12% no número de matrículas em cursos remotos entre os anos de 2015 e 2016. A pesquisa também mostra um recorde histórico em termos absolutos: 1,5 milhão de matriculados.</p>
<h3><span id="As_propostas_inovadoras">As propostas inovadoras</span></h3>
<p>Como dissemos no início do texto, a palavra “inovação” é uma das mais frequentes no novo marco regulatório do Ensino Superior e em outras legislações educacionais recentes.</p>
<p>Partindo desse pressuposto, é preciso aplicar esse vocábulo cotidianamente no ambiente escolar — da secretária à sala de aula. Em vista disso, vale a pena conhecer a <a href="https://blog.lyceum.com.br/livro-inovacao-academica-e-aprendizagem-ativa/" target="_blank" rel="noopener">aprendizagem ativa</a>, que insere o aluno como protagonista de seu próprio aprendizado.</p>
<p>Também é necessário inovar administrativamente, já que essas decisões repercutem em diferentes âmbitos da instituição. A utilização da tecnologia se mostra como uma necessidade e um <a href="https://blog.lyceum.com.br/educacao-o-papel-de-um-sistema-de-gestao-academica/" target="_blank" rel="noopener">sistema de gestão acadêmica</a> pode ser de grande auxílio.</p>
<h2><span id="Como_fazer_a_digitalizacao_do_acervo_academico">Como fazer a digitalização do acervo acadêmico?</span></h2>
<p>A <a href="http://blog.lyceum.com.br/qual-a-importancia-do-acervo-academico-digital-e-como-fazer-a-transicao/" target="_blank" rel="noopener">transição do acervo acadêmico</a> para meios digitais é uma das principais obrigatoriedades trazidas pelo novo marco do Ensino Superior.</p>
<p>De acordo com o Decreto, a IES deve apresentar um projeto de acervo digitalizado. O prazo estabelecido é de 24 meses para que todo o acervo acadêmico das IES seja convertido para um meio digital. Assim sendo, a data limite para a transição é dezembro de 2019, conforme especificado no artigo 42 da Portaria nº 22, de 21 de dezembro de 2017.</p>
<p>A transição deve ser feita a partir de tecnologias que garantam a integridade, a autenticidade, a confiabilidade e a duração da informação no meio digital. Para isso, é de suma importância contar com boas ferramentas e desenvolver um projeto sólido. Também é oportuno conceder o <a href="https://blog.lyceum.com.br/category/conteudos-restritos/lyceum/workshops/" target="_blank" rel="noopener">treinamento</a> adequado dos profissionais responsáveis.</p>
<p>Tudo começa a partir de um bom planejamento, que inclui todas as etapas necessárias para a alteração: listar os processos envolvidos, quais demandas são exigidas para realizá-los e os métodos que serão aplicados a fim de concluí-los. Feito isso, deve-se buscar um suporte tecnológico efetivo, que viabilize a transição sem oferecer nenhum risco aos documentos.</p>
<p>Também é essencial dispor de um comitê gestor capaz de elaborar, concretizar e acompanhar uma Política de Segurança para garantir a proteção ao acervo. Idealmente, esse grupo também deve atentar ao cumprimento dos requisitos legais.</p>
<h2><span id="Como_se_adequar_ao_novo_regulamento">Como se adequar ao novo regulamento?</span></h2>
<p>A adequação às novas regras precisa ser planejada e gradativa. As inovações nascem com as boas ideias, mas isso não é o suficiente para aplicá-las e garantir que terão os resultados esperados. Dessa maneira, os <a href="https://materiais.lyceum.com.br/indicadores-para-instituicoes-de-ensino" target="_blank" rel="noopener" class="broken_link">indicadores de desempenho</a> podem ajudar na detecção de eventuais carências, mostrando quais fatores precisam de melhorias.</p>
<p>É válido ter muita atenção ao contexto no qual a IES se enquadra e às necessidades específicas que ela tem, porque a comunidade acadêmica não pode ser prejudicada de nenhuma maneira em virtude dos ajustes.</p>
<p>Enfim, o novo marco regulatório do Ensino Superior reúne uma série de componentes que podem ajudar a melhorar a educação no Brasil. Portanto, deve ser encarado com total seriedade e comprometimento por parte dos gestores.</p>
<p>Fonte: <a href="http://blog.lyceum.com.br/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/">http://blog.lyceum.com.br/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://simulare.com.br/blog/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/">Novo Marco Regulatório do Ensino Superior: tudo o que você precisa saber!</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://simulare.com.br">Simulare - Jogos de Empresas</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://simulare.com.br/blog/novo-marco-regulatorio-do-ensino-superior/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
